A Geração que Perde Amigos, Perde Saúde, Mas Não Perde Prazo | Indicação de Leitura

Li esse artigo e foi como ter visto os últimos anos da minha vida corporativa e a da grande maioria de amigos e família. E vem aquele questionamento indignado: “como nós chegamos a esse ponto?”. E quando me refiro à “nós” é porque, apesar da abordagem da autora do texto, acredito que não há só uma geração afetada por esse ritmo atual de trabalho.
Talvez, você seja aquela pessoa que diz “Mas é trabalho! Não dá para largar as coisas na empresa e ir embora, senão você é quem é mandado embora”, pois eu concordo, porém em partes com isso.
E digo ‘partes’, porque apesar de sempre ter me jogado de cabeça nos meus compromissos e tarefas profissionais e concordar que não é nada simples jogar tudo para o alto, eu me revoltava e me sentia extremamente incomodada com processos corporativos e colegas de trabalho desorganizados que resultavam em um dia ou semana toda de apenas ‘retrabalho’.
Na minha cabeça, se a empresa, num geral, tem uma certa organização interna, hora extra vira uma exceção e não uma obrigação, que é o que acontece hoje em dia. Fora que ainda há os comentários, cada vez mais comuns:
“São 18h e você já está indo embora?”
Mas se a jornada de trabalho é das 9h às 18h e a pessoa cumpre com isso e seus compromissos, qual a necessidade da empresa pagar horas a mais? Para dizer que a empresa não pára? Para dizer que, assim, os resultados serão alcançados?
E posso dizer por experiência própria e é ótimo relembrar disso que, sim, eu já trabalhei numa empresa que organizou seus processos e fluxo de trabalho, reduzindo drasticamente o retrabalho e assim, a hora extra, ou seja, uma organização que resultou em menos gastos e mais resultados para a empresa e colaboradores mais satisfeitos por aproveitarem melhor o seu dia como um todo.
Então, por que insistir nesse ritmo? E digo isso não só da parte da pessoa, mas também da empresa.
Será que não é o imediatismo extremo que vivemos hoje, com relação à tudo, que não nos possibilita mais a entender que esse ritmo alucinado não é normal? Que impede também dos profissionais de analisarem melhor o fluxo e gestão da empresa? Que faz com que escolhamos o trabalho mais do que a nossa própria vida, porque afinal… é trabalho?
Não estou aqui para te incentivar a largar tudo e colocar as pernas para o ar, pois equilíbrio deve ser sempre o nosso foco e por isso também quis levantar esse questionamento aqui.
Será que precisa mesmo ser assim? 
E o que podemos fazer para viver uma vida mais equilibrada? Esqueça o que a empresa e/ou a crise faz ou deixa de fazer por você. Pense naquilo que só depende de você para que isso aconteça! 😉
A geração que perde amigos, perde saúde, mas não perde prazo | Indicação de Leitura
Imagem por Orlando/UOL
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